Atos 10:25,26

Estamos vivendo dias em que a nação está sendo chacoalhada pelo mover do Espírito. Dias em que Deus tem levantado homens e mulheres, jovens e velhos, aqui e ali. Com paixão, ousadia e uma mensagem que tem levado a igreja a niveis de intimidade desconhecidos por esta geração.


Não podemos nos esquecer que tudo isso vem acompanhado de uma responsabilidade muito maior: a de dar ao Senhor a glória devida ao Seu nome e a de conscientizar a igreja do seu papel de noiva, noiva santa.


No texto de Atos 10 nós vemos um retrato de nossos dias: homens de Deus alimentando, transferindo e ministrando à homens que querem mais de Deus. Vamos traçar um paralelo entre Pedro/Cornélio e Ministros/Igreja.


Turma A) Pedro e os ministros representam a turma dos escolhidos por Deus para transmitir o recado e a mostrar como se faz.


Turma B) Cornélio e a igreja representam a turma dos gentios, aqueles que estão sendo alcançados pelo mover do Espírito e passam a conhecer coisas grandes e firmes que antes não provaram.


O que nós podemos desconsiderar é o fator herança ou linhagem. A turma B vem de uma linhagem idolatra, isto é, pessoas que possuem um DNA comprometido com a natureza humana e muito tedenciosa ao misticismo. A igreja assim como Cornélio vem de raízes idolatras. Aliás, idolatria sempre foi o pecado que o diabo mais usou para corromper o povo de Deus. Vivemos num pais de raízes idolatras e consequentemente uma igreja de pessoas idolatras. Elas são tocadas por Deus, experimentam niveis profundos em Deus, sentem a presença do Espírito, estão fluindo no mover, mas enquanto não passam pelo poderoso (e milagroso) processo de regeneração, podem corromper a essência e até comprometer seus ministros.

Talvez assim como Cornélio, a igreja hoje não tenha má intenção em algumas atitudes, mas, boas intenções não justificam atitudes erradas e Pedro sabia muito bem disto e logo tratou o problema exortando com amor o irmão Cornélio (v.26).


O problema de hoje, neste caso, é que nós ministros gostamos deste tipo de recepção, gostamos do reconhecimento e das honrarias (das fotos, filmagens, autografos e de ver nossos nomes divulgados), na verdade sentimos falta quando eles não acontecem. Não temos a atitude de Pedro; ficamos constrangidos, não queremos magoar o irmãozinho ou até achamos que não precisamos ser tão radicais assim. Meu Deus!


Precisamos nos voltar à Palavra, guardar nossos corações e perseverar na doutrina dos apóstolos.


O compromisso de Pedro não era com Cornélio e o nosso não é com os homens.

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2006 Ministério Toque do Trovão